Jovens da Amas alçam vôos em busca da cidadania

            A formatura de 91 adolescentes em situação de risco do Programa Vôo para a Cidadania, parceria da Associação Municipal de Assistência Social (Amas) e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) mudou, ontem, a rotina do hangar do aeroporto da Pampulha. No lugar dos aviões, apresentação de teatro, distribuição de poesias e uma exposição de painéis com técnica de serigrafia, resultado da oficina arte e meio-ambiente ministrada pela artista plástica Sueli Pimentel. A oficina, resultado de estudos dos insetos voadores da região, mostra em telas de 2 metros uma borboleta  transformada em um  helicópetero, o bezouro em um balão de ar e a libélula num belo jatinho.

            Moradores das vilas São Bernardo e São Tomás, vizinhas do aeroporto, os jovens , de 14 a 18 anos, participaram  de oficinas de atividades sócio-educativas nas áreas do Meio Ambiente, Arte e Cultura, Informática, Cidadania e Promoção Psicossocial, se tornando aptos para o trabalho e planejar e construir seu próprio futuro. Criado em julho de 2002, o projeto Vôo para Cidadania já capacitou  600 jovens e é responsável pela inclusão de 30% no mercado de trabalho.



            A psicóloga, Regina Lacerda, mulher do prefeito Marcio Lacerda, parabenizou a turma e falou da importância do projeto . “Vocês decolaram num vôo em direção a cidadania e neste momento  estão fazendo a primeira escala para alçar novos vôos”. Para a superintendente do aeroporto da Pampulha, Maria do Perpétuo Socorro, a parceria com a Amas faz parte dos projetos sociais do aeroporto e disse que  “ estamos felizes em participar de ações em prol do bem estar de nossos jovens”.

            Para a presidente da Amas, Rosalva Portella, as parcerias tem grande importância nos atendimentos realizados pela entidade que, conseqüentemente, oferecem bons projetos para os jovens. Ela destacou a importância  das oficinas na qual eles adquirem experiências e conhecimento para se tornarem cidadãos e se incluírem no mercado de trabalho como jovens aprendizes.

            Esta inclusão já é comemorada pela formanda Pámela Maria Gomes, 16 anos, moradora da Vila São Tomás.  “Aprendi a lidar com a informática, a me comportar no trabalho e na família, além dos meus direitos e deveres. O melhor de tudo é que estou trabalhando na Prodabel como jovem aprendiz e já posso comprar minhas coisas e ajudar minha família”.